UNIVERSO – ORIGENS

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É praticamente impossível alguém olhar para os céus à noite e não se maravilhar com o que vê. Até mesmo os mais frios dos mortais sente uma atração quase que espiritual pela imensidão e talvez infinitude do Cosmos. Muitas perguntas nos veem à mente: Onde acaba tudo isso? Porque é tudo escuro? Será um ambiente fechado? E se formos até o fim, como seria a parede que nos envolve? O espaço sempre existiu? Teve um inicio? Terá um fim? Será que tem alguém ou alguma coisa também fazendo as mesmas perguntas em alguma das estrelas lá em cima? Será que alguém ou algo criou isso?

 

Em todos os tempos muitos se dedicaram a isso, a pensar sobre o Universo. Inicialmente  evidentemente foram os primeiros primatas com algum desenvolvimento para tanto; depois foram surgindo os primeiros Filósofos e Teólogos bem antes de qualquer tipo de escrita ou registro por mais rude que fosse. Hoje, os maiores Físicos e Cosmólogos ainda não sabem como algo pôde ter saído do nada ou se sempre existiu.

O Rig Veda descreve um Universo Cíclico que terminava e recomeçava, indefinidamente. Nos momentos em que deixava de existir, curiosamente os deuses também deixavam de sonhar e somente voltavam quando o Universo nascia novamente. E mais, as coisas, as pessoas, o Cosmos seria um sonho destes deuses e o Universo só existiria quando eles sonhassem…

Hoje, umas das mais nova ideias é de que a cada instante, a cada fração de segundo um novo Universo nasça, como bolhas de sabão a subir e preencher um ambiente infinito conhecido como Massa ou Hiperespaço.Cada uma destas bolhas cósmicas teria dentro de si um Universo.

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Talvez jamais veremos o tal Hiper Espaço (ou Massa), este ambiente (que não seria um lugar em si mas apenas um ente físico completamente abstrato como o Tempo), só poderia ser estudado e observado de maneira indireta.

Aceitemos então o Hiper Espaço da mesma forma que aceitemos o Tempo. Não vemos o tempo nem podemos viajar no tempo e apenas podemos percebe-lo pelo que ocorre no espaço, pela diferença de posição entre duas coisas por exemplo. Dentro deste infinito lugar , segundo a Teoria M, Membranas tridimensionais eventualmente colidem criando Universos. Estes pontos de colisão seriam o que entendemos como Big Bang. E isso fecha com as ideias propostas por Alex Vilenkin e Andrei Linde (Expansão Eterna), ricamente fundamentado sobre um trabalho de Alan Guth em 1981.

Então o Big Bang não pode ser considerado com certeza como a origem de tudo mas apenas do Universo em que estamos. Logo, o que sabemos sobre ele, o Big Bang, é somente sobre o que conhecemos com base em nossa Física. Se a Teoria M estiver correta, e tudo indica que sim, muito tempo antes do nosso Big Bang ocorreram infinitos outros e continuam ocorrendo.

Imagine então a variedade de Universos, Leis Físicas, Leis Químicas e tudo mais que possa existir dentro destas verdadeiras bolhas de universos espalhados pelo Hiper Espaço. E isso vai de encontro (em parte), com  a filosofia Veda de vários deuses em infinitos  universos, nascendo e desaparecendo como entidades sujeitas e esta Física cosmológica. Talvez o que eles quisessem dizer com “deuses”, seriam na verdade leis físicas que nascem e sucumbem  dentro de algo maior, o Multiverso.

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